A aposentadoria por idade é a porta de entrada mais comum para se aposentar no Brasil. Depois da Reforma da Previdência, as regras mudaram — veja a idade mínima atual, o tempo de contribuição exigido, como o valor é calculado e o passo a passo do pedido.
Regras atuais (pós-Reforma)
- Homens: 65 anos de idade + 15 anos de contribuição (20 anos para quem começou a contribuir após a Reforma de 2019);
- Mulheres: 62 anos de idade + 15 anos de contribuição.
Trabalhadores rurais, professores e algumas categorias têm regras próprias, com idades reduzidas.
Como o valor é calculado
O benefício parte de 60% da média de todos os seus salários de contribuição (desde julho/1994), somando +2 pontos percentuais por ano que exceder o tempo mínimo (15 anos para mulheres, 20 para homens). Exemplos:
| Tempo de contribuição | % da média (mulher) |
|---|---|
| 15 anos | 60% |
| 20 anos | 70% |
| 25 anos | 80% |
| 35 anos | 100% |
O valor nunca é inferior ao salário mínimo nem superior ao teto do INSS.
Antes de pedir: confira seu CNIS
O erro que mais reduz aposentadoria é vínculo faltando no extrato. Abra o Meu INSS, consulte o extrato CNIS e confira se todos os empregos e contribuições estão lá. Achou buraco? Reúna provas (carteira de trabalho, holerites) e peça o acerto.
Como pedir a aposentadoria (passo a passo)
- Acesse o Meu INSS (app ou meu.inss.gov.br) com sua conta gov.br;
- Use o “Simular aposentadoria” para confirmar que já cumpre os requisitos;
- Busque “Pedir aposentadoria” → aposentadoria por idade urbana (ou rural);
- Anexe os documentos solicitados e envie;
- Acompanhe em “Consultar pedidos” — fique atento a exigências com prazo.
Perguntas frequentes
Posso continuar trabalhando depois de aposentado?
Sim, com carteira assinada inclusive — e seguirá contribuindo, sem direito a nova aposentadoria pelo mesmo regime.
Quanto tempo o INSS demora para responder?
O prazo legal de análise é de até 45 dias, mas na prática pode levar mais. Acompanhe pelo app.
Vale a pena esperar para aumentar o percentual?
Cada ano a mais soma 2% da média. Dependendo do caso, adiar 1–2 anos muda o benefício para o resto da vida — vale simular.
Conteúdo informativo, não substitui advogado previdenciário. Regras oficiais: INSS/gov.br.
